Camaquã - Chuí - Jaguarão - Santa Vitória do Palmar - São José do Norte - São Lourenço do Sul - Tapes

Camaquã

Antiga aldeia dos índios Tapes, as terras do atual Município foram desbravadas por portugueses e espanhóis, quando o rio Camaquã marcava o limite meridional do domínio luso na América. A região onde atualmente localiza-se Camaquã, é conhecida desde os tempos coloniais de 1714.
A origem do povoamento remonta a 1763, quando casais açorianos dirigem-se para o sul, fundando fazendas e charqueadas. No século XVIII, as terras foram doadas em sesmaria ao alferes Joaquim Gonçalves da Silva, pai do chefe farroupilha Bento Gonçalves. Aquele doou um lote de terras, em 1815, para ser erguida uma Capela que foi denominada de São João Velho, cerca de 10 km da atual sede do município. Surgiu, então, um povoado que, mais tarde, teve seu nome mudado para Capela Velha. O obra de São João Velho foi abandonada por falta de água no local.
Em 1844, Ana Gonçalves Meireles, sobrinha do capitão Joaquim Gonçalves, doou terras para a construção de uma nova Capela, na margem esquerda do arroio Duro, o local do atual Município.
Em 1854, o povoado foi elevado à categoria de freguesia, com o nome de São João Baptista de Camaquã e, em 1864, a Município.
Bento Gonçalves foi eleito o primeiro presidente da Câmara Municipal. Em 1938, a denominação foi alterada para Camaquã.

Na linguagem dos índios tapes, habitantes primitivos da região do rio Camaquã, este vocábulo que aparece nos mapas antigos acrescidos de um Y inicial significaria 'rio do buraco das velhas'.

Limites -
Dom Feliciano, Chuvisca, São Jerônimo, Cerro Grande do Sul, Sentinela do Sul, Arambaré, Cristal, São Lourenço do Sul, Amaral Ferrador e Lagoa dos Patos

Chuí

Os primeiros habitantes eram conhecidos como os 'homens do cerrito', em 1927 com um número razoável de habitantes.
Até 28 de dezembro de 1995, o Chuí pertenceu a Santa Vitória do Palmar.
As terras do atual Município pertenciam à Colônia do Sacramento e foram palco de diversas disputas entre portugueses e espanhóis. Diante dos conflitos, as tropas espanholas procuraram fortalecer sua retaguarda ocupando Montevidéu e arredores, e as portuguesas estabeleceram o seu núcleo de apoio na cidade de Rio Grande, principal cidade portuária do Rio Grande do Sul. Surgiu, então um povoado que foi denominado de Campos Neutrais, atual Município de Santa Vitória do Palmar.
Em 1927, com um número razoável de habitantes é criada a primeira escola de ensino primário.
Em 1985, surgiu o primeiro movimento para a sua emancipação que devido a sua população votante, foi vetada. Somente em 1995, depois de uma nova entrada com o processo é que o Chuí, conseguiu emancipar.
Sua primeira gestão administrativa em 1º de janeiro de 1997.

Limites - Santa Vitória do Palmar, Chuy (República do Uruguai) e Oceano Atlântico

Jaguarão

As terras do atual Município começaram a ser povoadas por volta de 1802, com o estabelecimento de um  acampamento militar às margens do Rio Jaguarão. No local, foi deixado uma guarnição de 200 homens, foram eles os primeiros habitantes, logo seguidos de colonizadores portugueses. 
Seu desenvolvimento aconteceu depois que espanhóis e portugueses resolveram suas disputas por territórios.
Em 1812, por Resolução Régia, a localidade foi elevada à Freguesia com a denominação de Espírito Santo do Cerrito de Jaguarão. Por Decreto Lei de 06 de julho de 1832, a pequena freguesia ganhava o foro de Vila com denominação de Vila do Espírito Santo no Cerrito de Jaguarão.
Dada a importância da vida cultural e comercial de Jaguarão, por Decreto de nº 322 de 23 Novembro de 1855, deu-se a elevação da vila à Cidade de Jaguarão. Entre 1835 a 1845, Jaguarão era um dos 10 municípios do Estado, a câmara foi a primeira a aderir a recém proclamada República de Piratini, por Souza Netto, nos jornais de 1855; destacou-se acontecimentos militares como a Revolução Farroupilha em 1835, invasão uruguaia em 27 de Janeiro de 1865.
Divergem as opiniões sobre o significado do vocábulo 'Jaguarão', para alguns seria o aumentativo português da palavra tupi 'jaguar' = onça; segundo outros a corruptela de 'jaguanharação' ou onça brava. Certo é, que no local da atual cidade de Jaguarão ergueram os espanhóis uma fortificação com o nome de Guarda da Lagoa e do Cerrito que, nesse mesmo ano, foi tomada pelas forças de Manoel Marques de Souza.
O esplendor arquitetônico, político, cultural e religioso deu-se a partir da elevação à cidade, em1864 é construído o Mercado Público, em 1847 inicia as obras da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo no estilo Barroco e teve sua conclusão em 1875, o Teatro Esperança teve suas obras iniciadas em 1885, sendo um dos mais esplêndidos do Estado. 
A arquitetura das principais ruas, e o centro datam de 1876/1920 no estilo clássico e neo-clássico, conservam os frisos, marquises e portas com a típica artesania Portuguesa, sendo Jaguarão cognominada de Cidade das Belas Portas.

Limites - Arroio Grande, Herval, Lagoa Mirim e República do Uruguai

Santa Vitória do Palmar

Os índios charruas foram os primeiros habitantes das terras de Santa Vitória do Palmar. Quando os europeus lá chegaram, já encontraram suas tendas de couro, indicando a existência de gado na região. As características da cultura charrua, eram do período neolítico.
Antes mesmo de iniciar-se o povoamento na sede, haviam lutas na região pela posse da Colônia de Sacramento. Este fato levou os europeus a conhecerem estas terras.
José da Silva Paes, fundador de Rio Grande, organizou os primeiros contatos na zona, fundando o Forte de São Miguel.
Pelo Tratado de Madri, em 1750 a região ficou para os portugueses que primeiro a exploraram, mas os problemas continuaram. Posteriormente o Tratado de Santo Ildefonso tentou resolver a situação, mas era provisório, prolongando-se a questão.
Na região da sede iniciou-se o povoamento somente em 1855, e o nome inicial foi Andrea, sendo Santa Vitória a Padroeira.
Em 30 de outubro de 1872, Santa Vitória emancipou-se de Rio Grande.
A sede passou a ser cidade em 1888, na Revolução de 1893, esta região sofreu os choques entre os homens de Júlio de Castilhos e Silveira Martins, a fase de progresso do município iniciou-se após a Proclamação da República. 
Este município tem duas características particulares: A primeira é ser o limite do sul do Brasil no Chui; a segunda é ter sido desmembrado de Rio Grande em 1872 e até hoje não ter perdido terras para a formação de nenhum outro município.

Limites - Rio Grande, Chuí, Lagoa Mirim, Oceano Atlântico e República do Uruguai

São José do Norte

Situada entre o Oceano e a Lagoa dos Patos, a península em que se situa São José do Norte era primitivamente habitada pelos índios carijós. Seu desbravamento pelos brancos só no século XVIII ocorreria e a essa fase estão ligados os nomes de Brito Peixoto, João de Magalhães e Cristóvão Pereira. Assim, já em 1724, na margem setentrional da barra do Rio Grande, junto a atual cidade de São José do Norte se estabeleceu um posto de vigilância, visando garantir a posse da barra e o transporte de gado, cada vez mais intenso ao longo do litoral.
Em 1763, quando as forças espanholas atacam a vila de Rio Grande, parte de sua população se refugia do outro lado da barra. Data desse ano a fundação do Arraial de São José do Norte. Caberia, porém ao elemento açoriano tornar efetivo o povoamento. Numerosas famílias ali se instalaram e, cultivando a terra, conseguem lugar destacado na produção de trigo.
A Carta Régia de 1820 eleva o Arraial à freguesia. Em 1831 foi elevado à vila e no ano seguinte, desmembrando-se de Rio Grande, passa a constituir o município de São José do Norte.

São lourenço do Sul

Município conhecido como a Pérola da Lagoa dos Patos, São Lourenço do Sul está ligada à história da Revolução Farroupilha, quando na localidade chamada Boqueirão aconteceu uma importante batalha entre os farrapos e as forças monarquistas, com a vitória das tropas farrapos de Manoel Lucas de Oliveira sobre o exército militar de Francisco Pedro de Abreu. Os colonizadores alemães que foram para a região privilegiaram as terras do interior do município, dedicando-se à agricultura enquanto os portugueses permaneceram no povoado desenvolvendo as atividades de comércio.
São Lourenço do Sul vem a ser neto de Rio Grande, um dos quatro  municípios iniciais do Rio Grande do Sul.
Em 1830, Pelotas foi desmembrado de Rio Grande, para em 1884, por sua vez, perder o território que passou a denominar-se município de São Lourenço do Sul.
O início do povoamento da sede foi 1858.   
Foi por força de Lei, que 1884, foi criado o município. Inicialmente a sede foi em Boqueirão, depois em São João da Reserva, finalmente sendo elevado à vila, em 1890, São Lourenço.
Com o crescimento dessa vila passou à categoria de cidade em 31 de março de 1938. Posteriormente, sem abandonar a invocação inicial, o nome foi alterado para São Lourenço do Sul. Boqueirão que fora sede do município, hoje é Distrito do mesmo.

Limites - Cristal, Canguçu, Pelotas, Turuçú e Lagoa dos Patos

Tapes

Tapes foi habitada inicialmente por índios tupi-guarani, atraídos pela fertilidade do solo e pela abundância das pastagens da região.
Em 1808, imigrantes açorianos, estabeleceram-se na área, instalando estância e charqueadas, que foram a base da economia local por algum tempo.
Posteriormente decorrentes da própria configuração geográfica, desenvolveram-se a prática da agricultura e pecuária, que constituem atualmente duas das principais fontes de economia atual. Mesclada com a cultura indígena, os açorianos seguidos de imigrantes de diversas partes da Europa, desenvolveram aqui suas tradições, usos e costumes,
que hoje ainda fazem parte do nosso cotidiano.
Em 1817, Manuel José Alencastro obteve por doação de D. João VI a sesmaria de N. Sra. do Carmo.
Em 1824, Patrício Vieira Rodrigues, adquiriu a antiga Sesmaria de Nossa Senhora do Carmo.
No ano seguinte, estabeleceu uma charqueada no foz de um arroio na Lagos dos Patos, e passou a chamar-se Arroio da Charqueada. Em função desta atividade é criado no local, um porto, que deu origem à Cidade de Tapes.
A primeira sede do Município, denominada Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Camaquã, foi criada dia 29 de Agosto de 1833. sua emancipação política e administrativa ocorreu em 12 de Maio de 1857 mas por questões políticas ou econômicas, a Freguesia passava a integrar ora no território de Porto Alegre, ora de Camaquã, chegando inclusive a pertencer a Triunfo e Rio Pardo.  Em 16 de Dezembro de 1857, foi elevada à categoria de Vila, sendo esta a data considerada como a de emancipação política do Município.
Em 25 de Junho de 1913, o Município desincorporou-se definitivamente de Porto Alegre e, em 22 de Maio de 1929, através de um plebiscito, foi realizada a transferência da Sede da Vila de Nossa Senhora das Dores para o Porto de Tapes, então 2º distrito. Posteriormente, o Decreto nº 10 de 21 de Setembro de 1929, muda o nome de “Município de Dores de Camaquã” para “Município de Tapes”, sendo Primeiro Intendente o Sr. Manoel Dias Ferreira Pinto. 
O nome atual deriva do barco Tapes de propriedade do Coronel Patrício Vieira Rodrigues, antigo dono das terras onde hoje é a cidade. 

LimitesBarro do Ribeiro, Arambaré, Lagoa dos Patos e Sentinela do Sul
Região Sul
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