Cachoeira do Sul - Mata - Rio Pardo - Santa Cruz do Sul - Santa Maria - Santiago

Cachoeira do Sul

A  população cachoeirense é uma mescla de várias etnias.   A  partir  de  1750, esta  região  foi  ocupada  por  soldados  portugueses   vindos   de   São   Paulo  e  que receberam  sesmarias  do  governo  de  Portugal.   A  seguir,  chegaram  açorianos que vieram para o Brasil devido à explosão demográfica  e  à  escassez  de terras aráveis no Arquipélago dos Açores.
Em  1769,   índios  guaranis  aculturados  foram   aldeados   no  local  até hoje chamado Aldeia. Estes índios vieram com o objetivo  de  fornecer  mão-de-obra  para a nova povoação que surgia. Durante  este  tempo  e  ainda depois,  chegavam negros escravos,  pois,  como sabemos, a escravidão sustentava o modo de produção na época.
A  imigração alemã ocorreu a partir de 1857;  a  imigração  italiana,  próximo a 1880.  Além  destes  povos,  vários  outros  imigraram  para  o  município: árabes, japoneses, judeus, palestinos.
O  nome  de  Cachoeira   surgiu  no  século   XVIII   e  deve-se  à  Cachoeira do Fandango- corredeira  do  Rio  Jacuí,   onde   foi   construída   a  Barragem-Ponte   do Fandango. Apesar de não ser nosso maior  cultivo  atualmente,   Cachoeira   ainda    é considerada a Capital Nacional do Arroz. 
O  cultivo  do arroz foi iniciado, em pequena escala, pelos imigrantes alemães e em seguida difundido em todo o município.

Limites - Cerro Branco, Novo Cabrais, Paraíso do Sul, Caçapava do Sul, Santana da Boa Vista, Encruzilhada do Sul, Rio Pardo, Candelária, São Sepé e Restinga Seca.

Mata

Município conhecido como a Cidade de Madeira que virou Pedra, Mata é dona de um dos maiores sítios arqueológicos com madeira petrificada do mundo.
É a única Cidade no mundo a ter calçadas feitas com árvores fossilizadas datadas de 200 milhões de anos.

Os primeiros habitantes da Mata foram os índios das tradições Umbu, Humaitá e tupi-guarani, que remontam aos século XVII.
Por volta de 1632 foi fundada a Redução de São José com a chegada dos jesuítas e espanhóis.
Em 1836 o governo imperial destinou uma légua de sesmaria de campos dessa região a um casal Randolpho José Pereira da Silva e Francisca Pereira da Silva, militar português procedente do porto de Pernambuco (Portugal) que tinha como missão colonizar e povoar a região para eles.
Em 1885 deu-se a primeira corrente migratória alemã, que se instalou na localidade do Sertão. Em 1919 com a inauguração da ferrovia começa a crescer uma nova vila em torno da estação férrea que se chamava Mata.
Foi emancipada em 02.12.1964, tendo como padroeiro é Santo Antônio.

Limites: São Pedro do Sul, São Vicente do Sul, Toropi e Jaguari

Rio Pardo

Município histórico situado às margens do Rio Jacuí, Rio Pardo é uma uma das quatro cidades mais antigas do Rio Grande do Sul, responsável pela ocupação de vasta área e posterior geração de dezenas de municípios ao sul e oeste. Possui um conjunto arquitetônico e histórico de grande valor para o Estado sendo tombada pelo Patrimônio Histórico do Rio Grande do Sul. Seu nome presta uma homenagem ao Rio que por sua vez tem este nome devido à coloração de suas águas durante a seca. As terras do atual Município começaram a ser colonizadas por volta de 1633, quando os jesuítas espanhóis se estabeleceram no local. Em 1636 foram arrasados pelos bandeirantes de Raposo Tavares, apoiados por índios Tupis. Em 1752, o forte Jesus-Maria-José foi construído e ao seu redor formou-se um povoado composto por colonizadores açorianos. De 1752 a quase 1787, os açorianos dedicaram-se basicamente a agricultura e gado. Em 1754 o Regimento dos Dragões foi enviado à região para ajudar no combate aos espanhóis que atacavam constantemente o Forte. Os espanhóis se retiraram, após a derrota, e os militares portugueses receberam sesmarias como prêmio pela vitória. O povoado cresceu e passou a se dedicar à pecuária intensiva. Em 1809 foi elevado a Município, através da Provisão Real, com o nome de Vila do Príncipe, abrangendo mais a metade do Estado. Tornou-se um dos núcleos mais importantes da então Capitania do Rio Grande do Sul, tanto como praça militar quanto como entreposto comercial. 
Em 1846, Rio Pardo foi elevada à categoria de Cidade. Rio Pardo não foi oficialmente a Capital do Estado, mas foi sede de vários governos. Sua padroeira é Nossa Senhora do Rosário.

Município localizado na Região Centro Oriental do Estado
Limites - Encruzilhada do Sul, Candelária, Vera Cruz, Santa Cruz do Sul, Butiá, Minas do Leão, Vale Verde, Passo do Sobrado, Cachoeira do Sul e Pântano Grande.

Santa Cruz do Sul

O início da colonização deu-se em 1849, quando cinco famílias alemãs, vindas das províncias da Silesia e do Rheno, chegaram na região, estabeleceram-se na colônia de Santa Cruz – Picada Velha, hoje conhecida como Linha Santa Cruz, (altos do acesso Grasel, no trevo).
Rio Pardo desejava uma ligação com os Campos de Cima da Serra, com a finalidade de atrair o comércio daquela região.
Quando o Barão de Caçapava foi o Presidente da Província, iniciaram a colônia de Santa Cruz, para cumprir as finalidades citadas.
Já em 1847 tinham sido distribuídas sesmarias e, depois dos primeiros colonos, outros vieram para fixarem-se naquelas terras, entre 1854 e 1855, foi povoado o Faxinal do João Faria, origem da atual cidade de Santa Cruz do Sul.
O primeiro tipo de residência construídas foram choupanas e ranchos, com a cobertura feita com folhas de jerivá, paralelamente ao cultivo do fumo, havia o milho, a mandioca, a batata, o feijão, etc. As primeiras sementes de fumo vieram de Cuba em 1851.
Uma parte da sesmaria de João Antônio Farias da Rosa, foi desapropriada em 1852 com a finalidade de levantarem a futura cidade de Santa Cruz.
A primeira Capela, construída em 1855, foi feita após uma concorrência pública realizada pelo Governo da Província. Quase todos os Padres que atuaram nessa Paróquia eram da Companhia de Jesus.
Em 1860 ainda vieram colonos da Alemanha, que recebiam diárias e alojamentos durante dois meses.
Como a colônia tivesse um grande progresso, em 1877 foi emancipada de Rio Pardo, instalando-se a Câmara de Vereadores no ano seguinte.
Vários colonos participaram voluntariamente da Guerra do Paraguai, junto com os soldados brasileiros no Exército Imperial.
Este município, até chegar ao nome atual,  foi denominado de quatro formas diferentes: Faxinal do João Faria, Colônia de Santa Cruz, São João da Santa Cruz e Santa Cruz.
A 19 de novembro de 1905, Santa Cruz recebe a visita do então Governador Borges de Medeiros, para inaugurar a ferrovia que ligaria Santa Cruz a Ramiz Galvão. Surpreendido pelo desenvolvimento do lugar, o Governador elevou-a a condição de Cidade, no mesmo dia. A partir de 1944, a cidade passou a chamar-se Santa Cruz do Sul.
Capital Nacional do Fumo, Santa Cruz do Sul tem ruas largas, limpas, arborizadas, jardins e trevos floridos, hábito herdado dos imigrantes, bem como a sesta, o Kerb, as bandinhas, os Kränzchen, o canto, as danças, a gastronomia e muitas outras coisas.

Minicípo localizado na Encosta Inferior do Nordeste do Estado
Limites - Passo do Sobrado, Rio Pardo, Venâncio Aires, Vera Cruz e Sinumbu.

Santa Maria

Conta a lenda que uma tribo de índios minuanos, estabeleceu-se onde hoje é Santa Maria, local que era chamado ibitory-retan - Terra da Alegria. Certo dia, aproximou-se da aldeia guerreiros brancos que foram vencidos pelos indígenas.
Um dos prisioneiros foi alvo do amor de Imembuí - Filha das Águas. A índia, filha do cacique, apaixonou-se pelo branco Rodrigues, que passou a ser chamado de Morotin. A pedido de Imembuí o guerreiro foi poupado e casou-se com a mesma.

Conforme consta do Diário da Demarcação de Limites da América Meridional da autoria do astrônomo da expedição Dr. José Saldanha, foi no ano de 1787, nos meses de março e abril, que passou por terras de Santa Maria a comissão fixa (Espanhola e Portuguesa) encarregada de marcar a linha divisória entre os domínios de Espanha e Portugal no Sul da América.
E o local escolhido então foi a colina onde, hoje, assenta a cidade de Santa Maria. Em novembro de 1797 chegou a expedição ao ponto referido, surgindo como por encanto, do seio da floresta virgem, a povoação de Santa Maria, sem Boca do Monte, apêndice que só mais tarde lhe foi adicionado.
As primeiras artérias delineadas em razão ao transito mais forçado pelo labor diário dos habitantes, tomaram os nomes: de Rua Pacifica, a que descia a colina em direção ao Passo da Areia, e que hoje é a Dr. Bozano, tendo antes sido, por muitos anos do Comércio; e de Rua São Paulo, aquela em que estavam localizados os quartel, o escritório da comissão técnica e alguns ranchos confortáveis de moradia de famílias de oficiais . E essa logo após a retirada da partida de Demarcação, foi dado o nome de Rua Do Acampamento.
De 1801 a 1803 recebeu Santa Maria um contingente de Índios, cerca de cinqüenta famílias de Guaranis, descendo das Missões orientais, vieram ali levantar seus ranchos em um descampado que é hoje Av. Presidente Vargas que também já se denominou Rua Ipiranga , na época o lugar que ocuparam era chamado de Aldeia.
Santa Maria da Boca do Monte era parte integrante de Cachoeira, sua população estava computada junto totalizando 8.225 almas, neste número Santa Maria contribuía com cerca de 800 almas.
Santa Maria em 1835, marcava em vertiginoso progresso. Seu comércio e industria pastoril desenvolviam-se, prodigiosamente, já nesta época a população era calculada em 2290 almas. 
Por lei provincial de n.º 400 de 16 de dezembro de 1857, a freguesia de Santa Maria da Boca do Monte foi elevada a categoria de vila, sendo em 17 de maio de 1858 instalado o novo município.

Limites - Formigueiro, São Sepé, São Gabriel, Cacequi, São Pedro do Sul, São Martinho da Serra, Júlio de Castilhos, Ivorá, Silveira Martins, São João do Polêsine e Restinga Seca.

Santiago

Município situado às margens do Rio Rosário, as terras do atual Município faziam parte da Região das Missões.
Os jesuítas ergueram, no local, uma capela com a imagem de São Thiago, a de número 15, entre um total de 21 capelas instaladas em toda a região missioneira, onde foi rezado o primeiro 'Te Deum', pelos jesuítas e indígenas, em memória da alma de Sepé Tiarajú, morto na batalha de Caibaté.
Os jesuítas utilizavam os desfiladeiros do local para transportar o gado das grandes estâncias até as aldeias. Em torno de 1860 iniciou o processo com a instalação de uma colônia que assentou 350 alemães, 14 belgas, 5 franceses e 4 suíços.
Em 1866 foi elevada a Freguesia com o nome de São Thiago do Boqueirão. Em 1884 foi elevada a Município.
Foi palco da Revolução Federalista de 1893. Em 1938, tornou-se Cidade.
Seu nome presta uma homenagem a São Thiago, um dos apóstolos e tem como padroeira Nossa Senhora da Conceição.

Município da Região Centro-Ocidental do Estado
Limites - Nova Esperança do Sul, Jaguari, Jarí, São Francisco de Assis, São Miguel das Missões e Bossoroca.
Região Central
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