Capão da Canoa - Imbé - Osório - Santo Antônio da Patrulha - Torres - Tramandai - Xangri-lá

Capão da Canoa

Capão da Canoa surgiu em 1900 com o nome de Arroio da Pescaria, época em que os primeiros ranchos começaram a se agrupar à beira-mar. O local abrigava, além de pescadores, também alguns aventureiros. Por vezes também era visitado por tropeiros, fazendeiros e viajantes. Em 1920, quando se firmou como local de veraneio, recebendo os primeiros turistas, é que o nome mudou para o atual. Os maiores freqüentadores da praia eram os descendentes das colônias alemãs e italianas. Em 1º de Fevereiro de 1933 foi elevado a Distrito de Cornélio, atual Osório. Por volta de 1940 a colônia israelita passou a ter maior presença, com inúmeras famílias vindas da capital.
Em 1982 foi elevado a município. Tem uma das mais agradáveis praias do litoral gaúcho.

Limites - Terra de Areia, Maquiné, Xangri-lá e Oceano Atlântico.

Imbé

A origem do núcleo populacional de Imbé surgiu, a partir da povoação da margem do Rio Tramandaí por pescadores. Naquela época, a situação e o curso do rio eram outros, pois, hoje, percebe-se que seu rumo mudou. As terras do município pertenceram a vários proprietários até que em 1941, foi feito o loteamento que até hoje estrutura a localidade. Após o loteamento, alguns pescadores recorreram a ação judicial, sendo, dessa forma, assentados no outro lado do Rio Tramandaí, junto a Laguna do Armazém. Passaram-se alguns anos e o engenheiro Ubatuba de Farias realiza um projeto de urbanização que é implantado em Imbé. Este projeto apresenta uma peculiaridade: as ruas próximas da travessia do rio, obedecem à um traçado curvilíneo, porém continuou pertencendo a Tramandaí. Em 10 de abril de 1988, realiza-se a consulta plebiscitária em Imbé, quando a população opta pelo SIM, legitimando a emancipação de sua terra.
Em 05 de maio de 1988, através da Lei Estadual nº. 8600, cria-se oficialmente o Município de Imbé.

Limites - Osório, canal da barra do Rio Tramandaí, Lagoa de Tramandaí e o canal de mesmo nome e Oceano Atlântico

Osório

Situado no caminho do litoral que por muito tempo foi usado para o transporte de gado, muito cedo surgiram os 1ºs núcleos de povoamento do atual município.
Já em 1732 foram concedidas as 1ªs sesmarias e mais tarde surgia o povoado denominado "Estância da Serra". 
Em 1742 construiu-se a Capela sob o Orago de N. Sra. da  Conceição da Santa Virgem. 
Em 1773, quando da elevação à freguesia, a denominação fora já alterada para Freguesia de N. Sra. da Conceição do Arroio. 
Em 1857 torna-se vila e sede de município. Desde 1934, em  homenagem a um de seus mais ilustres filhos, Marechal Manoel Luiz Osório, foi-lhe dada a atual denominação.

Limites - Xangri-lá, Maquiné, Caraá, Santo Antônio da Patrulha, Capivari do Sul, Cidreira, Tramandaí e Imbé.

Santo Antônio da Patrulha

Santo Antônio da Patrulha nasceu de uma história de ocupação de terras e de amor. Ocupação da Coroa Portuguesa que queria consolidar a ampliação de seus domínios frente à Espanha no século XVIII. Para Portugal, a conquista do extremo sul, além Tordesilhas, de posse e domínio da Espanha, era fundamental. Em 1680, Portugal "já encravara diante de Buenos Aires o seu posto avançado, a Colônia de Sacramento, na entrada do Rio da Prata". A ordem da Coroa era descer, se apossar das terras disponíveis. Por volta de 1734, a Corte envia Cristóvão Pereira de Abreu e alguns auxiliares para oficializar a "estrada do sertão".
Entre os que aqui chegaram naquela época, estava o soldado pardo-forro paulista Ignácio José de Mendonça. Foi por ele que Margarida Exaltação da Cruz, mulata, filha de mãe escrava e pai açoriano, grande proprietário de terras da Lagoa dos Barros, apaixonou-se. Sesmeiro de terras na região, Ignácio viveu um romance folhetinesco e agitado para a época.
O pai de Margarida, Manoel de Barros Pereira, era radicalmente contra a união. Por isso, os dois acabaram casando sob a proteção do vigário de Viamão, numa história que envolveu direito canônico e uma grande paixão, apesar da diferença de idade: Ignácio tinha 50 anos, Margarida apenas 15. É aí, diz a história que, a pedido do bispo do Rio de Janeiro, o casal mandou construir uma pequena capela em homenagem ao santo de sua devoção: Santo Antônio.
Com a abertura da estrada dos tropeiros, que cortava o município, surgiu o Registro - posto de pedágio para cobrança de impostos das tropas que passavam para São Paulo. Assim surgiram os nomes Guarda, Registro da Serra, Guardas de Viamão, Patrulha, Guarda Velha e, em 1760, Santo Antônio da Guarda Velha de Viamão. Aos poucos o nome Guarda foi substituído pelo sinônimo Patrulha.
Em 1763, Santo Antônio da Guarda Velha abrangia toda a região que ia de Torres aos campos de Vacaria.
Ao nascer do século XIX, conquista as Missões e consolidado o domínio português no Rio Grande de São Pedro, começa a divisão político-administrativa do território em municípios.
Santo Antônio é escolhida para formar, com Porto Alegre, Rio Grande e Rio Pardo, a primeira sede de vilas da Capitania, através da Provisão Real de 07 de outubro de 1809. Afinal, essas eram as maiores povoações do estado.
Com a primeira Câmara instalada em 03 de abril de 1811, cabe à Santo Antônio a área que abrange todo o pé da serra, distritos serranos e litorâneos.
Em 1857, Santo Antônio perde a faixa litorânea que passa a sediar o município de Conceição do Arroio, hoje Osório.
Em 1876-88, Santo Antônio vê-se reduzido a município de encosta: de seus 34.134 Km² iniciais, restam, ao final do século, 1.833 km².
A partir de 1880, chegam os primeiros imigrantes. Os poloneses na Baixa Grande, os italianos no Fraga e os alemães no Entrepelado e Rolante. Todos localizados em pequenas propriedades. Ao iniciar o século XX, Santo Antônio da Patrulha não ficou à margem da interiorização das relações capitalistas, do aburguesamento da sociedade gaúcha. É introduzida a cultura de arroz em grandes propriedades do município, contracenando com a criação do gado em expansão. Assim, despontam os setores industriais e de serviços de um lado, começam a surgir fábricas de máquinas e equipamentos agrícolas como indústria de ponta para o latifúndio; do outro, a produção de canas e derivados se projeta, impulsionando o comércio e indústria de transformação voltada à pequena propriedade. O comércio se diversifica, bancos são instalados, sociedades firmadas.
Aliado à isso, um forte movimento de acesso ao litoral, que passava todo por aqui antes da ampliação da BR-290 (Free-Way) nos anos 70. Santo Antônio tornou-se parada obrigatória, onde os viajantes degustavam cafés com sonhos e iguarias da terra, compravam rapaduras e a famosa caninha dos alambiques. O comércio de beira de estrada acabou desenvolvendo uma nova cidade, a Cidade Baixa, ou bairro Pitangueiras, em oposição à Cidade Alta - parte antiga que ainda conserva muito do casario com ruas estreitas e o belo visual que os antepassados deixaram. É na Cidade Alta que fica a Fonte Imperial, restaurada em 1847.
Uma das quatro cidades mais antigas do Rio Grande do Sul, Santo Antônio da Patrulha preparou-se para o futuro nos últimos anos através de um programa de desenvolvimento sustentado, estruturando o interior e apostando em projetos de industrialização urbana. Desde que a construção da free-way, nos anos 70, retirou boa parte do movimento para o litoral, o município voltou-se para si. Apostou na produção primária e na industrialização. Teve que conviver com o desaparecimento repentino de um enorme movimento de comércio, mas soube dar a volta por cima, redirecionar sua economia, dinamizando os setores primário e terciário.

Torres

Em 1809, D. Diogo de Souza, primeiro capitão-mor da capitania do RS, mandou reforçar a guarnição de Torres e autorizou a construção do Forte de São Domingos das Torres, além de um presídio militar. 
O município de Torres, anteriormente  denominava-se "São Domingos das Torres", nome esse, ligado ao Padroeiro do lugar "São Domingos".   "Torres" é devido a existência de três grandes rochedos que se estendem a beira mar: torre do norte (morro do Farol); torre do centro (morro das Furnas) e torre do sul (praia da Guarita). Foi alterado devido a lei que determinava que as cidades não podiam ter mais que três nomes próprios. Torres é um dos núcleos mais antigos do Estado do Rio Grande do Sul.
Era utilizado pelos índios Carijós, de Santa Catarina, e Arachans do Rio Grande do Sul, que em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos, começando na praia grande e indo até a Itapeva. Estas trilhas também eram usadas por paulistas, compradores de índios, que os levavam a São Paulo como escravos.
A matriz de São Domingos foi a capela e igreja mais antiga do litoral nordeste do Estado, a primeira a ser erguida (1824), em toda distância que medeia entre a Laguna e Osório. A função pública da igreja São Domingos ficou mais nítida depois de ser promovida a capela curada (1826) e freguesia (1837). Em 1826, D. Pedro I passou pelo povoado de Torres/RS. No dia 05 dezembro, a caminho do Sul do País por motivo da guerra da Cisplatina.
No dia 25 do mesmo mês e ano, ele retornou pernoitando novamente no complexo administrativo-militar da época, situado entre a igreja e o baluarte. 
A constituição étnica de Torres, além dos índios e açorianos, é composta por imigrantes alemães e italianos, com predominância de habitantes de origem lusa. Os alemães chegaram em 1826 e foram separados, pelo comandante da fortaleza, conforme a religião que professavam: Os protestantes formaram a colônia de Três Forquilhas, com seu médico e pastor, a oito  léguas do povoado. Os católicos, por sua vez, foram inicialmente para a estrada de Mampituba, depois junto ao Rio Verde e, finalmente, entre as lagoas do Forno e Jacaré, construindo a colônia de São Pedro de Alcântara. Por volta de 1830, famílias de origem italiana, vindas de Caxias do Sul, fixaram moradia no distrito de Morro Azul.  
Em 1836, devido a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, Torres/RS sentiu as dificuldades da guerra civil, que a deixou no mais completo abandono, prejudicando e recuando o desenvolvimento. No ano seguinte, através da Lei de 20 de dezembro de 1837, seria criada a Freguesia de São Domingos das Torres, 28ª da Província . O desenvolvimento da Freguesia deu-lhe o privilégio de ser também elevada a categoria de Vila e Município, o que ocorreu em 21 de maio de 1878 pela Lei Provincial n.º 1152, dando-se a sua instalação a 22 de fevereiro de 1879.
A cidade de Torres surgiu pela necessidade de controlar esta estratégica passagem, na qual foi instalado um posto fiscal, que logo se transformou em Guarita Militar da Itapeva e Torres (entre 1774 e 1776). Colonos açorianos, vindos do Desterro (atual Florianópolis) e de  Laguna (SC), começaram a instalar-se na região.  
Dentre as personalidades que deram forte impulso ao desenvolvimento de Torres, destaca-se quem lançou a "indústria turística", que dominou o cenário econômico local, da primeira até a segunda grande guerra: José Antônio Picoral. Filho da colônia São Pedro de Alcântara, tornou-se próspero comerciante em Porto Alegre/RS, mantendo porém, vínculo com a terra de origem. Depois de um frustrante veraneio em Tramandaí, Picoral decidiu transformar Torres, em uma moderna Estação Balneária e em 1915, após entendimentos com João Pacheco de Freitas, Luiz André Maggi, Carlos Voges e outros Torrenses, instalou seu Balneário Picoral, marco histórico da introdução do turismo em Torres/RS. Na data de 31 de março de 1938, pelo Decreto nº 7199 conseguiu desmembrar-se do município de Conceição do Arroio (hoje Osório) passando a figurar como novo município.
A cidade de Torres tem ainda um pouco de história viva: as casas antigas da rua Júlio de Castilhos formam um conjunto arquitetônico dos mais típicos em estilo colonial. Foram todas construídas no século passado de pedras extraídas do morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão.

Limites - Dom Pedro de Alcântara, Arroio do Sal, Mampituba, Morrinhos do Sul, Passo de Torres (SC), São João do Sul (SC), Praia Grande (SC) e Oceano Atlântico

Tramandaí

As primeiras referências ao local onde hoje se situa Tramandaí remontam ao século XVII , quando os paulistas desciam para caçar índios em um Rio Grande do Sul ainda descolonizado. Depois, a Coroa Portuguesa aproveitou a velha trilha litorânea dos bandeirantes para tentar estabelecer uma necessária e estratégica ligação terrestre entre Laguna e a insustentável Colônia de Sacramento, fundada em 1680 na margem esquerda do Rio da Prata. Em 1732 a região tinha o nome de Paragem das Conchas.
Descontando-se esses antecedentes, Tramandaí começou de fato a ser povoada a partir da segunda metade do século XVIII ,  mas só em 1965 foi desmembrada de Osório, que por sua vez pertencera a Santo Antônio da Patrulha no século passado.
Antiga aldeia de pescadores, tornou-se em 30/6/1939 Distrito do município de Osório. Por seu grande desenvolvimento e grande afluência de veranistas, em breve tempo adquiriu características de cidade, alcançando sua emancipação em 24 de setembro de 1965, sua população fixa é de cerca de 20 mil pessoas e nos meses de veraneio chega perto de 1 milhão de turistas porto-alegrenses, argentinos e uruguaios. 
Tramandaí no vocábulo indígena significa Rio Apreendedor, Rio de Curvas Perigosas.

Limites - Imbé, Cidreira, Osório e Oceano Atlântico

Xangri-lá

No final do século XIX, lá por 1870, surgem as primeiras notícias e fatos que ocorreram no hoje Município de Xangri-Lá.
Uma dúzia de fazendas foi o começo. Estas fazendas iam das Lagoas ao Mar.
A vida, na época, era voltada para a lagoa e o campo; o mar além de distante em função do sobe e desce dos altos cômoros, não fazia parte dos interesses dos fazendeiros, pelo contrário, precisavam cuidar para que o gado cavalar não comesse a areia salgada e em conseqüência morresse.
O transporte rodoviário era o mais utilizado. Havia também caravanas de montaria que passavam por aqui, vindas do sul de Santa Catarina.
Em torno de 1950, aconteceram os interesses de empresários em adquirir terras nas cercanias do mar, para iniciar loteamentos. Foi o começo das transações comerciais, que envolveram os então fazendeiros com os empreendedores, na arrojada façanha de urbanizar os locais para colocá-los à venda, como oportunidade de lazer familiar ou estação de veraneio.
Nossas praias começam a ser modeladas com a estrutura mínima, despretensiosa, de ser apenas o lugar de descanso, o lugar onde famílias viessem para passar os dois meses de férias de verão com a promessa de paz e tranqüilidade, em dias ensolarados, com a imensidão do mar e suas areias fofas à disposição.
Os veranistas buscavam, em Xangri-Lá, apenas a ansiosa oportunidade de ficar de “papo pro ar”, em letargia, aproveitando o tempo que a natureza lhes brindava. Muitos passos foram dados até aqui para que nos tornássemos “Xangri-Lá – Uma cidade de Vida Nova”.
Litoral Norte
voltar  |  Hotéis e Pousadas  |  Atrações Turísticas  |  Gastronomia  |  Pacotes Turísticos  |  Eventos  |  Locadoras  |  Transportadoras